O cenário da coleta e tratamento de esgoto
A expansão populacional vivida na capital catarinense nas últimas três décadas foi acompanhada pelo crescimento urbano desordenado. A cidade que, de acordo com estudo da Prefeitura Municipal de Florianópolis, cresceu quase 25% nos últimos dez anos, terá mais de 570 mil habitantes em 2030.
A estimativa da Embratur é que a ilha receba, nos verões, cerca de 500 mil turistas, além dos moradores fixos. Cada residente, turista e atividade econômica gera um inconveniente: o esgoto.
O sistema de saneamento básico no município mostrou insuficiência principalmente em 2016, quando a contaminação por efluentes causou crises de poluição nas praias do norte de Florianópolis, que antes estavam próprias para banho. De acordo com a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN), a capital possui 62% da área urbanizada com acesso a rede de coleta e tratamento de esgoto.
A exploração turística das 42 praias de Florianópolis é uma das principais atividades econômicas da região, correspondendo a 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do município. Entretanto, a propaganda que atrai o crescimento da população fixa ou sazonal vai além das belezas naturais.
Considerada a capital de maior IDH do Brasil, a cidade exibe no seu crescente setor de tecnologia, que fatura cerca de R$ 4,3 bilhões ao ano, a promessa do bom emprego em uma cidade de alta qualidade de vida.
O mau planejamento em saneamento básico coloca em risco o desempenho econômico do turismo, a saúde dos moradores e a produtividade da região.
Nesse cenário, a responsabilidade para criar um sistema de saneamento básico eficiente é compartilhada. Dos proprietários de imóveis que lançam seus efluentes em conjunto com a água da chuva aos erros de gestão da CASAN e da Prefeitura de Florianópolis, todos têm uma obrigação com o futuro e uma parcela de culpa pelo presente.
Devido a uma série de ações do poder público e de mobilização popular, o retrato da coleta e tratamento de esgoto na cidade, nos últimos anos, está passando por transformações.
Ao obter investimentos, o sistema de esgoto do município recebe intervenções, cresce e se torna tema de polêmicas sobre prioridades nas obras e falta de diálogos com a população local.
Confira abaixo os dados e principais informações do esgotamento sanitário de Florianópolis